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EDITORIAL

Daniela Lima: A maior vergonha do jornalismo

Deboche sobre a saúde de Jair Bolsonaro expõe a militância travestida de notícia e envergonha as mulheres jornalistas do Brasil.
Irresponsável, indigna e uma vergonha para o jornalismo brasileiro. Isso resume o comportamento de uma “pseudo-jornalista” que envergonha as mulheres jornalistas desse país. Foto: reprodução.

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O jornalismo brasileiro vive um dos seus momentos mais sombrios, onde a busca pela verdade deu lugar ao prazer sádico da militância ideológica. O episódio ocorrido nesta semana no programa UOL News, protagonizado por Daniela Lima, não é apenas uma “barrigada” profissional; é o atestado de óbito da empatia e da ética no noticiário nacional. Ao rir e ridicularizar o acidente sofrido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em sua cela — um idoso de 70 anos que sofreu traumatismo craniano —, a apresentadora cruzou a linha que separa o dever de informar da barbárie do deboche.

Figura deplorável que envergonha o jornalismo brasileiro. Chrage: Ismécio

A técnica do desprezo

A cena foi grotesca: entre risos e ironias, Daniela Lima perguntava “quem caiu da cama?”, como se o sofrimento físico de um adversário político fosse entretenimento de auditório. Essa postura não atinge apenas a figura do ex-presidente, mas agride o próprio conceito de jornalismo isento.

O profissional do noticiário deve pautar sua conduta pelo equilíbrio, pela sobriedade e, acima de tudo, pela humanidade. Quando um comunicador celebra a dor alheia sob o pretexto de “análise”, ele abdica de sua função social e se consubstancia em uma vergonha para a categoria.

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Uma afronta às mulheres jornalistas

Daniela Lima, ao agir com tamanha mediocridade, presta um desserviço imensurável às mulheres jornalistas do Brasil. A competência e a capacidade de repercussão das profissionais brasileiras são construídas com suor, técnica e rigor. Ser mulher no jornalismo não é um salvo-conduto para a baixeza. Pelo contrário: as jornalistas de verdade não se sentem representadas por quem promove um debate tão raso e tendencioso.

A atitude da apresentadora expõe à mediocridade uma classe que luta por respeito, sugerindo que a “competência” de algumas reside apenas no volume de seu veneno ideológico. Como bem definiu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o tom da reportagem foi, no mínimo, “asqueroso”.

Incopetência

A opção pela deformação de notícia e da construção de um “pseudo-noticiário” demonstra a limitação intelectual dessa figura deplorável do jornalismo feminino brasileiro. Ao abandonar todo e qualquer princípio jornalístico, Daniela Lima leva para um outro nível o jornalismo militante (e um nível muito mais baixo).

Enquanto a mídia tradicional (Globo, CNN, Grupo Estadão, Grupo Folha e outros) tenta, de todas as formas, esconder o compromisso da informação com noticiários recheados de expressões tendenciosas, escondendo o óbvio e camuflando a verdade (criando à própria verdade), essa representante de movimento político escancara o que há de mãos sórdido no jornalismo militante: o escárnio pela profissão.

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Mas isso não é um recurso profissional (não se deixem enganar). Nada mais é do que a falta de capacidade técnica, além de uma limitação cognitiva e intelectualidade baixa, resultado de uma formação muito ineficaz. Sem contar que seu conjunto de fontes de informação (vital para um jornalista de estirpe) não deve encher os dedos de uma de suas mãos.

Não nos representa

No Acre Conservador, acreditamos que a notícia deve ser tratada com a seriedade que a vida humana exige. O deboche de Daniela Lima e seus convidados é o recibo de uma incapacidade profissional que margeia a indignidade. O Brasil merece uma imprensa que saiba distinguir oposição política de desumanidade.

Enquanto a militância ri nos estúdios climatizados, o povo brasileiro observa e anota: o jornalismo de Daniela Lima não informa, ele deforma. E as mulheres jornalistas que honram o diploma certamente não assinam essa vergonha.

Redação | Portal Acre Conservador

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