Município já confirmou seis casos da doença em 2025; Prefeitura reforça ações de prevenção e alerta para sintomas semelhantes aos da dengue

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, no Acre, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, intensificou o monitoramento epidemiológico dos casos de febre Mayaro após a confirmação de seis ocorrências da doença em 2025. A medida visa reforçar as estratégias de prevenção e diagnóstico precoce, além do acompanhamento dos pacientes infectados.
A febre Mayaro é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, zika e chikungunya. Os sintomas incluem febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e mal-estar, mas diferentemente da dengue, não há risco de quadros hemorrágicos. O tratamento é sintomático e exige atenção especial a grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades.
Segundo o secretário de Saúde, Marcelo Siqueira, a rede municipal está mobilizada para identificar e conter a transmissão da doença. “Sempre que um paciente apresenta sintomas compatíveis com dengue, realizamos exames laboratoriais. Se os testes para dengue, zika e chikungunya derem negativo, as amostras são encaminhadas ao LACEN para investigação da febre Mayaro”, explicou.
Ainda de acordo com Siqueira, o aumento nos casos confirmados não necessariamente indica maior circulação do vírus, mas sim melhorias na capacidade diagnóstica do município. Em 2023, foram registrados três casos, o que indica uma duplicação neste ano, mas dentro de um contexto de vigilância mais eficiente.
A estrutura de combate às endemias em Cruzeiro do Sul, incluindo o serviço de controle da dengue e da malária, está atuando de forma integrada no combate à febre Mayaro. As equipes também reforçam o trabalho de orientação à população, especialmente sobre a importância de evitar criadouros do Aedes aegypti.
A Prefeitura reforça o pedido à população para manter os quintais limpos, eliminar objetos que acumulam água parada e colaborar com os agentes de endemias. “A prevenção contra o Aedes é a chave para evitar não só a febre Mayaro, mas também outras doenças que ele transmite”, destaca o secretário.
Fonte: ASCOM/PMCZS





























