O coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, acusou o Hamas de prejudicar a entrega de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Ele alertou que as ações do movimento islamista palestino tornam as operações cada vez mais perigosas.
O Hamas ainda detém o controle de parte do território, embora o Exército de Israel tenha presença significativa na região.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, Alakbarov condenou firmemente os obstáculos enfrentados pelas missões humanitárias, que atribuiu às autoridades locais controladas pelo Hamas. Segundo ele, esses incidentes colocaram em perigo os trabalhadores, intimidaram os funcionários encarregados de distribuir alimentos essenciais e interromperam serviços fundamentais.
Os episódios ocorreram no sábado em um ponto de distribuição em Jabaliya, ao norte do enclave, onde homens armados supostamente ligados ao Hamas invadiram o local. De acordo com a ONU, diversos combatentes também entraram em um depósito do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e agrediram dois motoristas de caminhão que estavam entregando suprimentos.
Alakbarov enfatizou que esses casos não foram isolados, mas revelam uma tendência crescente de intimidação, violência e empecilhos às ações humanitárias. O grupo palestino, por sua vez, classificou as acusações como infundadas.
Uma fonte do Ministério do Interior de Gaza, dirigido pelo Hamas, afirmou à AFP que a polícia e as forças de segurança seguem protegendo os carregamentos de ajuda e os centros de distribuição, facilitando o trabalho das organizações sem tolerar qualquer ataque.
O COGAT, órgão israelense ligado ao Ministério da Defesa que trata de questões civis nos territórios palestinos, também criticou o Hamas após as denúncias. Em nota, o COGAT declarou que isso prova como o grupo se aproveita de forma cínica do âmbito humanitário e da assistência destinada à população de Gaza em benefício próprio.
Fonte: Jovem Pan



























