O que parece uma simples brincadeira de criança tem se tornado, ano após ano, um risco crescente à vida de cidadãos no Acre. Com a chegada das férias escolares e o aumento do uso de pipas e papagaios, o Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon) intensifica a campanha “Cerol Mata”, com foco especial nos municípios de Cruzeiro do Sul e região do Vale do Juruá.
A ação, realizada em parceria com a Polícia Militar (PMAC), o Ministério Público Estadual (MPAC), o Detran e outros órgãos, tem como principal meta conscientizar e fiscalizar o uso de linhas cortantes, como o cerol e a linha chilena — produtos altamente perigosos que, embora proibidos, seguem sendo comercializados e utilizados.
Acidentes graves e dados alarmantes 🚨
Nos últimos anos, o Acre tem registrado casos recorrentes de acidentes envolvendo cerol, especialmente com motociclistas. De acordo com levantamento feito junto a dados do Detran e da PMAC, ao menos 28 acidentes envolvendo linhas cortantes foram registrados no estado entre 2020 e 2024. Em 2023, um motociclista sofreu corte profundo no pescoço na região do Segundo Distrito de Rio Branco, necessitando de cirurgia de emergência.
Além dos motociclistas, pedestres, ciclistas e até crianças já foram vítimas. Muitos casos sequer são registrados oficialmente, o que torna o problema ainda mais preocupante. As feridas causadas por esse tipo de linha não são apenas superficiais — em muitos casos, são lesões profundas, com risco de mutilação e morte.
Educação e fiscalização: combate direto ao problema
Segundo o chefe da Divisão Regional do Procon no Juruá, Vasco Júnior, as ações educativas em escolas e comunidades visam prevenir antes que o acidente aconteça. “Queremos evitar tragédias que são, na maioria das vezes, previsíveis. A linha cortante é uma arma, e deve ser tratada como tal”, declarou.
A Polícia Militar tem intensificado a fiscalização, com apreensões de linhas ilegais e orientação à população sobre as implicações legais: fabricar, vender ou utilizar cerol e linha chilena é crime, com pena prevista na legislação penal.
O sargento Judson Ferreira, da PMAC, alerta que a diversão se transforma em risco grave quando a linha é cortante. “O cerol não é brinquedo. Ele corta, mutila e mata. Nosso papel é garantir que a diversão das crianças não se torne uma tragédia para outras famílias”, afirmou.
Brincar sim, mas com responsabilidade 🎈
A coordenadora de Educação para o Consumo do Procon, Sandra Rocha, reforça que o foco da campanha é mostrar que é possível manter a tradição de empinar pipas de maneira segura e saudável. “Queremos que crianças e jovens possam brincar com alegria e sem medo. Isso é educação para o consumo responsável”, disse.
As palestras, rodas de conversa e intervenções educativas seguem até o fim do recesso escolar em diversas instituições de ensino. O desafio agora é envolver também as famílias, os comerciantes e os próprios jovens nesse movimento pela segurança.
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Redação Acre Conservador
Com informações da Agência de Notícias do Acre




























