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APOIO A ABERSON

Bittar defende secretário de educação do Acre e critica órgãos de controle

Senador questiona afastamento de Aberson Carvalho e alerta para a realidade de escolas em comunidades isoladas da Amazônia
"O Tribunal de Contas do estado não foi eleito para administrar o estado". Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça-feira (10), o senador Márcio Bittar (União-AC) defendeu a permanência de Aberson Carvalho no cargo de secretário de Educação do Acre. A manifestação ocorreu após a repercussão de uma reportagem da Rede Globo, exibida no domingo (8), que mostrou a estrutura improvisada de uma escola da rede pública no estado. Em resposta à reportagem, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou o afastamento cautelar do secretário por 30 dias.

O senador Márcio Bittar criticou a decisão do TCE, argumentando que os órgãos de controle estariam desconsiderando as dificuldades enfrentadas por comunidades isoladas na Amazônia.

“O Tribunal de Contas do estado não foi eleito para administrar o estado. Eu estou aqui para apoiar a decisão do governo do estado de não retirar o secretário de Educação, porque, se for para tirar secretário de Educação da Amazônia brasileira por as escolas da área rural não terem água encanada, quem sobra?! Qual é o município, nos estados da Amazônia, em que as escolas da área rural funcionam num sonho que não existe?!”, questionou Bittar.

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O senador afirmou que a realidade da região exige soluções que, muitas vezes, não se encaixam nos padrões do restante do país. Segundo ele, limitações de acesso, transporte e infraestrutura não podem ser tratadas como negligência administrativa, e a resposta a essas condições deve considerar as particularidades locais.

“O único episódio positivo nisso é para o Brasil, ou para uma parte do Brasil, olhar mais uma vez para a Amazônia e ver que aquele romantismo de que as pessoas vivem no interior da Amazônia todo mundo bem é uma brincadeira de mau gosto!”, concluiu Bittar, enfatizando a necessidade de uma compreensão mais realista sobre as condições de vida e de infraestrutura na Amazônia.

Fonte: Agência Senado

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