Menu

BOTAFOGOApós queda na Copa do Brasil, Botafogo pede recuperação judicial

A SAF do Botafogo protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça, após ser eliminada da Copa do Brasil, para lidar com crise financeira e bloqueios.

publicidade

A SAF do Botafogo protocolou, na noite desta quinta-feira (14), após a eliminação na Copa do Brasil, um pedido de recuperação judicial na Justiça. A medida ocorre em meio ao agravamento da crise financeira do clube, que inclui bloqueios judiciais e restrições de caixa.

Em nota oficial, o clube afirmou que o pedido busca garantir a continuidade das atividades esportivas e administrativas e viabilizar a reorganização das dívidas. A decisão foi motivada por bloqueios judiciais, transfer bans da Fifa, vencimentos antecipados de obrigações financeiras e falta de aportes do Grupo Eagle, controlador da SAF.

A SAF Botafogo informou que a recuperação judicial é uma nova etapa para proteger o clube, preservar suas atividades e garantir o cumprimento de obrigações. O processo permitirá negociar com credores, investidores e parceiros estratégicos com maior estabilidade jurídica.

Com a medida, será elaborado um plano de recuperação judicial a ser submetido aos credores. O clube destacou que a tutela cautelar anterior não produzia efeitos equivalentes ao processamento da recuperação judicial, sendo indispensável avançar para esta nova fase.

Nos últimos meses, a SAF Botafogo sofreu forte descapitalização dentro do Grupo Eagle. Mais de R$ 900 milhões deixaram de retornar ao clube, enquanto a equipe não recebeu aportes financeiros necessários. Enquanto outros ativos do grupo receberam investimentos, como US$ 90 milhões no Lyon, o Botafogo ficou mais de um ano sem injeção relevante de recursos.

Leia Também:  Brasil fatura três bronzes no GP de Astana de judô

A Eagle Football e seu controlador, John Textor, tinham pleno conhecimento da gravidade da situação financeira, mas não promoveram medidas para preservar a companhia. Permaneceram como beneficiários da estrutura que retirou recursos do clube sem recomposição de capital.

A conduta da Eagle e Textor revelou descompromisso com a estabilidade financeira do Botafogo, contribuindo para a crise que tornou inevitável a recuperação judicial. O clube afirma que a medida visa proteger empregos, honrar compromissos e manter a competitividade esportiva.

A SAF Botafogo esclareceu que seguirá operando normalmente e que salários de atletas, comissão técnica e funcionários continuarão sendo honrados. O clube afirmou que possui cerca de 90 dias para apresentar o plano de recuperação judicial.

O Botafogo foi eliminado da Copa do Brasil ao perder para a Chapecoense por 2 a 0. O clube agora foca na recuperação financeira para garantir sua continuidade.

A torcida do Botafogo reagiu com apreensão à notícia, dada a histórica instabilidade do clube. Dirigentes afirmam que a medida é necessária para proteger o futuro do time.

Especialistas em direito esportivo apontam que a recuperação judicial pode suspender temporariamente as cobranças de dívidas, mas não impede punições esportivas da Fifa. O clube precisará demonstrar viabilidade econômica para aprovar o plano.

Leia Também:  Galo vence Red Bull Bragantino em jogo movimentado e sobe na tabela do Brasileirão

A situação do Botafogo reflete os desafios de clubes-empresa no Brasil, que dependem de investidores externos para se manterem competitivos. A crise expõe a fragilidade do modelo de SAF quando o controlador não cumpre suas obrigações.

O clube encerrou a nota afirmando: “O Botafogo pertence à sua história, à sua camisa e aos milhões de torcedores que jamais abandonaram o clube nos momentos mais difíceis. O momento exige coragem, responsabilidade e união.”

Fonte: Lance

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade