O Acre se prepara para apresentar suas experiências em produção sustentável, conservação da floresta e justiça climática na 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), que acontece em Belém (PA). Com resultados expressivos na redução de queimadas e avanços em bioeconomia, o estado chega ao evento como referência em equilíbrio entre desenvolvimento e preservação, fortalecendo sua imagem de liderança no debate ambiental.
🌱 Produção e preservação lado a lado
Sob a liderança do governador Gladson Cameli, o Acre defende que é possível gerar emprego e renda sem abrir mão da proteção ambiental. O coordenador da Casa Civil, Ítalo Medeiros, destacou que o estado chega à COP30 alinhado com os demais da Amazônia Legal, mas mantendo sua estratégia própria de integrar agropecuária, extrativismo e conservação da floresta.
🔥 Redução histórica de queimadas

Dados do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) apontam que, no primeiro semestre de 2025, o Acre reduziu em 47% os focos de queimadas, uma das maiores quedas da última década. Apenas em agosto, a redução chegou a 73,4%.
Esse resultado é fruto da Operação Contenção Verde, lançada de forma preventiva pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), que já está em sua quarta fase. O presidente do órgão, André Hassem, destacou que as ações integradas de fiscalização e conscientização têm sido fundamentais para esse avanço.
💰 Financiamento e bioeconomia
O estado também se destaca pela captação de recursos internacionais. Em parceria com a ONU, o Acre arrecadou mais de R$ 15 milhões para fortalecer a bioeconomia, o turismo e cadeias produtivas locais. O Programa de Pagamento por Serviços Ambientais, pioneiro no Brasil, é hoje uma vitrine de como valorizar a floresta em pé, gerando retorno para comunidades ribeirinhas, agricultores familiares e povos indígenas.
🏛️ Experiência internacional
Durante a COP30, o Acre apresentará o painel sobre “Repartição Justa de Benefícios em Programas Jurisdicionais de REDD+”, com destaque para os 15 anos do Sisa (Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais). O programa é reconhecido internacionalmente como o primeiro REDD+ jurisdicional do mundo, referência em integridade e transparência.
🌧️ Enfrentando extremos climáticos
Além da preservação, o Acre tem investido em políticas de adaptação para lidar com secas e enchentes que afetam populações ribeirinhas e urbanas. O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou a importância das ações conjuntas, como os brigadistas comunitários que atuam em unidades de conservação e a criação de políticas de resiliência climática.
📢 Avaliação conservadora
O Acre prova que é possível defender a floresta sem cair em narrativas ideológicas que paralisam a produção e afastam investimentos. O equilíbrio entre liberdade econômica, responsabilidade ambiental e participação das comunidades locais deve ser o verdadeiro caminho para o futuro da Amazônia. Ao se posicionar de forma protagonista na COP30, o estado envia uma mensagem clara: é possível preservar sem sacrificar o desenvolvimento.
👉 A presença do Acre na COP30 reforça a importância da Amazônia no debate global, mas também mostra que o Brasil pode ser protagonista quando aposta em soluções pragmáticas, conservadoras e eficientes.
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Reportagem | Portal Acre Conservador
* Com informações da Agência de Notícias do Acre




























