A Polícia Federal (PF) apura se a lobista Roberta Luchsinger arcava com despesas mensais de cerca de R$ 100 mil para manter uma casa utilizada por Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação faz parte de um inquérito que investiga suspeitas de tráfico de influência.
De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, mensagens analisadas pelos investigadores mostram que Roberta ameaçou interromper o pagamento de passagens aéreas para Lulinha como forma de continuar custeando a locação do imóvel. A conversa ocorreu em agosto de 2024, quando ela teria comunicado a necessidade de revisar os gastos relacionados à residência.
Os investigadores encontraram indícios de que a lobista assumia despesas pessoais de Lulinha, incluindo os custos do imóvel e as passagens. O diálogo sugere que essa prática era recorrente e que o pagamento das passagens poderia ser suspenso em razão dos altos custos da casa.
Além disso, a PF apura se Lulinha usava sua proximidade com autoridades para facilitar reuniões e negociações de interesses privados. A relação financeira entre Roberta e o filho do presidente ocorreu no período em que ela mantinha tratativas com integrantes do governo federal.
A investigação também identificou pagamentos milionários feitos pelo empresário Cléber Ribas à empresa de Roberta. Segundo os investigadores, ele teria repassado ao menos R$ 2,5 milhões entre março de 2024 e dezembro de 2025. A apuração busca esclarecer se esses valores estavam ligados à atuação da lobista junto ao governo.
Entre os negócios investigados estão tratativas envolvendo a Dataprev e a venda de medicamentos à base de cannabis ao governo federal. A PF afirma haver indícios de uma relação de interesses econômicos entre Lulinha, Roberta e o empresário Fernando Bittar.
Lulinha é alvo de três inquéritos na PF, que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. A defesa de Lulinha nega irregularidades e questiona a forma como as informações foram obtidas e divulgadas.
Fonte: Revista Oeste





























