A seleção brasileira feminina de vôlei terá mais um grande desafio neste domingo (26) ao enfrentar a Turquia na final da Liga das Nações (VNL). Após eliminar a favorita Itália na semifinal, a equipe comandada por José Roberto Guimarães busca o primeiro título da competição.
Se contra as italianas a vitória foi construída com base na força coletiva e na eficiência defensiva, para a decisão o Brasil precisará redobrar a atenção ao principal ponto forte das adversárias: o ataque. A Turquia conta com Melissa Vargas como principal referência ofensiva.
A equipe turca chega embalada por uma evolução ao longo do torneio. Campeã em 2023, terminou a fase classificatória em quarto lugar, venceu o Canadá nas quartas e passou pela China sem perder sets na semifinal. Os números mostram por que o ataque será o maior obstáculo brasileiro.
Após oscilar na primeira semana, a Turquia encontrou regularidade no momento decisivo. Na derrota para os Países Baixos, teve apenas 15% de eficiência ofensiva, e 24% contra a Itália. A partir da segunda etapa, o desempenho mudou drasticamente.
Contra a Bélgica, alcançou 52% de eficiência, o melhor índice da equipe na VNL. O bom momento continuou nas quartas (45% contra o Canadá) e na semifinal (41% diante da China). Grande parte dessa evolução se deve a Vargas.
A oposta chega à final como segunda maior pontuadora da competição, com 260 pontos, além de ser a segunda melhor atacante e a terceira melhor sacadora. Neutralizá-la será uma das principais tarefas do bloqueio brasileiro.
O desempenho ofensivo turco começa na recepção. A equipe apresenta uma das linhas de passe mais consistentes da VNL: 73% de passes positivos contra a República Dominicana e novamente 73% na semifinal. Também ultrapassou 60% contra Bulgária, Alemanha, China e Japão.
Com a recepção funcionando, a levantadora Sahin consegue distribuir o jogo com velocidade e explorar todo o potencial de Vargas, da central Zehra Günes e das ponteiras. Pressionar a recepção adversária será prioridade para o Brasil.
O saque, por outro lado, não tem sido uma arma forte para a Turquia. Em vários jogos, o time apresentou eficiência negativa no fundamento: -6% contra a Itália, -5% diante dos Estados Unidos, -12% frente ao Japão e -4% contra a Tailândia.
Isso indica que a equipe de Daniele Santarelli constrói suas vitórias mais pela qualidade da recepção, pela eficiência do ataque e pela organização do bloqueio do que pelos pontos diretos de saque.
Apesar da força turca, o retrospecto recente favorece o Brasil. Nos últimos 11 confrontos, a seleção brasileira venceu sete. Além disso, a equipe de José Roberto vem de três vitórias consecutivas sobre a rival: na fase preliminar da VNL de 2024, na disputa do bronze olímpico em Paris e na primeira fase da VNL de 2025.
O equilíbrio, porém, é marca do confronto. Em 2023, quando conquistou seu primeiro título da Liga das Nações, a Turquia venceu os dois duelos contra o Brasil por 3 sets a 0.
O Brasil chega fortalecido pela vitória sobre a Itália mesmo desfalcado de Julia Kudiess, Gabi Guimarães, Tainara e Nyeme. O sistema defensivo funcionou, o bloqueio cresceu nos momentos decisivos e o ataque encontrou alternativas além de Ana Cristina, com Julia Bergmann, Rosamaria, Diana e Luzia dividindo responsabilidades.
Fonte: Lance






























