A Federação Internacional de Futebol (Fifa) abriu uma investigação sobre a conduta da seleção argentina após a partida semifinal da Copa do Mundo. Os atletas ergueram uma faixa com os dizeres “As Malvinas são argentinas” durante as comemorações no gramado, o que vai contra as regras da entidade para competições oficiais.
O Código Disciplinar da Fifa é claro ao proibir mensagens de cunho político, ideológico, religioso ou ofensivo em seus torneios. O parágrafo dois do artigo 17 estabelece que associações e clubes são responsáveis por qualquer ato que transgrida essa norma.
As penalidades previstas no regulamento variam em gravidade. A lista inclui advertência, multa, devolução de prêmios e até a retirada de títulos conquistados. Em casos extremos, a entidade pode determinar a perda do campeonato.
Multas para uma primeira infração são de valor modesto: cerca de R$ 31 mil para casos leves e R$ 62 mil para graves. A cada reincidência, os valores dobram. No entanto, para a seleção argentina, a expectativa da imprensa internacional é de que a punição fique apenas na esfera financeira.
A manifestação ocorreu logo após o apito final da vitória sobre a Inglaterra, que garantiu vaga na final. A faixa foi segurada pelos jogadores e também apareceu entre torcedores nas arquibancadas, sendo deixada no campo ao fim da comemoração.
O episódio remete a um caso semelhante ocorrido nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Na disputa pelo bronze no futebol masculino, o sul-coreano Park Jong-woo exibiu uma faixa com a frase “Dokdo é nosso território”, referindo-se a ilhas em disputa com o Japão.
Na ocasião, o Comitê Olímpico Internacional (COI) impediu o atleta de subir ao pódio para receber a medalha. Além disso, a Fifa o suspendeu por duas partidas da seleção principal. O jogador ficou sem o bronze e não participou da cerimônia de premiação.
A região das Ilhas Malvinas, chamadas de Falkland pelos britânicos, é palco de um histórico conflito entre Argentina e Reino Unido. Em 1982, os dois países travaram uma guerra de 74 dias, entre 2 de abril e 14 de junho, que resultou em 907 mortos — 649 argentinos, 255 britânicos e três civis.
A soberania do arquipélago, controlado pelo Reino Unido desde 1833, segue sendo reivindicada pela Argentina. A faixa exibida pelos jogadores reacendeu a polêmica política em meio à maior competição de futebol do mundo.
Ainda não há definição sobre o julgamento do caso pela Fifa. A investigação deve determinar se a faixa foi uma ação espontânea dos atletas ou se houve envolvimento da Associação do Futebol Argentino (AFA).
Fonte: NSC Total



























