O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), recebeu, na última segunda-feira, 18, a visita institucional de Heloísa Greco, psicóloga e consultora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF). A agenda teve como objetivo conhecer as metodologias de atuação, os fluxos de atendimento, as análises técnicas e os projetos desenvolvidos pela unidade no âmbito da proteção e promoção dos direitos das vítimas.

Durante a visita, foram apresentadas as práticas adotadas pelo CAV no acolhimento humanizado, na escuta qualificada e na articulação multidisciplinar para o atendimento integral às vítimas de violência de gênero. Também foram expostos os projetos e iniciativas desenvolvidos pelo Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero), com destaque para a produção de conhecimento, monitoramento de indicadores, sistematização de informações e fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.
A coordenadora do CAV, promotora de Justiça Bianca Bernades, destacou a importância do intercâmbio institucional para o fortalecimento das ações desenvolvidas pela unidade.
“A visita institucional representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo CAV e pelo OBSGênero, além de contribuir para o fortalecimento de parcerias, para a troca de boas práticas e para a disseminação de metodologias voltadas a uma atuação cada vez mais humanizada e comprometida com a garantia de direitos”, afirmou.

Heloísa Greco explicou que a visita integra um estudo realizado pelo UNODC em parceria com o MPF para conhecer modelos de atendimento a vítimas desenvolvidos pelos Ministérios Públicos estaduais, com foco na construção de estratégias voltadas ao atendimento de vítimas de tráfico de pessoas no âmbito federal.
“Estamos realizando um estudo para compreender como funcionam os serviços de atendimento às vítimas nos Ministérios Públicos estaduais e pensar possibilidades de adaptação dentro da estrutura do MPF. O CAV despertou interesse por ter um dos serviços mais antigos e também pela atuação voltada ao atendimento de vítimas trans, tema que representa um desafio importante no enfrentamento ao tráfico internacional de pessoas”, disse.
Fotos: Clóvis Pereira
Fonte: Ministério Publico – AC































