Um adolescente de 13 anos foi apreendido na tarde desta quinta-feira (14), após ameaçar uma professora e afirmar que iria explodir uma escola pública localizada na Avenida Central, no Conjunto Tucumã, em Rio Branco.
Segundo informações repassadas pela gestão da unidade escolar para a polícia, uma aluna procurou a equipe gestora relatando que o estudante estaria dizendo que iria “soltar uma bomba” dentro da escola e matar várias pessoas no local. A situação causou pânico entre alunos e funcionários, principalmente em razão de um ataque recente ocorrido na capital acreana, que resultou na morte de duas funcionárias e deixou outras duas pessoas feridas.
Diante da gravidade da denúncia, a Polícia Militar foi acionada. Após contato com o comando de patrulha, os policiais iniciaram os procedimentos na escola. O Conselho Tutelar também foi informado, mas a conselheira responsável orientou que, por se tratar de um possível ato infracional, o adolescente fosse encaminhado diretamente à Delegacia de Flagrantes (Defla).
Durante a abordagem, o adolescente confirmou aos policiais que ameaçou a professora, afirmando que realmente disse que iria matá-la. No entanto, negou, em alguns momentos, e desconversou sobre as ameaças envolvendo explosivos e um possível ataque contra outros estudantes.
Em depoimento, uma estudante de 12 anos, colega do suspeito, relatou que o episódio começou após uma discussão entre o adolescente e a professora durante a aula. Segundo ela, o estudante passou a proferir ofensas de baixo calão contra a docente, chamando-a de “puta”, além de ameaçar matá-la.
A testemunha afirmou ainda que ouviu o adolescente dizer a outros alunos que seria integrante de uma organização criminosa e que iria “chamar os caras” para resolver a situação na escola. Conforme o relato, ele também mencionou a possibilidade de jogar uma bomba no colégio e matar diversos estudantes.
A professora, que terá a identidade preservada, também prestou depoimento e informou que a confusão teve início após ela pedir, por diversas vezes, que o aluno retornasse ao seu lugar na sala de aula. De acordo com a docente, o adolescente se recusou a obedecer, ficou alterado e passou a fazer ameaças e ofensas verbais.
Ainda conforme o registro da ocorrência, bilhetes trocados entre estudantes durante a aula foram recolhidos e anexados ao procedimento policial, podendo servir como prova.
Os policiais tentaram localizar os responsáveis legais pelo adolescente, mas não conseguiram contato com a mãe do jovem. Apenas a responsável pela estudante de 12 anos, que testemunhou os fatos, compareceu ao local.
Diante da gravidade da situação, o adolescente recebeu voz de apreensão e foi conduzido à Delegacia de Flagrantes para os procedimentos cabíveis.
A equipe de reportagem esteve na Defla e tentou conversar com a professora e com a gestão escolar, mas ambos preferiram não se pronunciar sobre o caso.
O caso será investigado pela Polícia Civil.
Fonte: Na Hora da Notícia
























