O zagueiro Manoel, campeão da Copa Libertadores da América em 2023 com o Fluminense, acionou o clube na Justiça do Trabalho. O jogador cobra R$ 11.863.377,57, alegando verbas trabalhistas não pagas, como premiações, depósitos de FGTS e férias, além de indenização por acidente de trabalho e danos morais relacionados a uma lesão no joelho esquerdo.
De acordo com os autos do processo, a principal controvérsia envolve a lesão sofrida no joelho esquerdo do atleta. A ação detalha que, após uma partida contra o Vasco da Gama, Manoel teria relatado desconforto. Exames iniciais realizados pelo departamento médico do Fluminense não identificaram lesão, permitindo que ele continuasse a treinar e jogar.
Meses depois, durante um treinamento em outubro, o zagueiro sentiu um estalo no joelho, seguido de fortes dores, o que levou ao diagnóstico de uma lesão grave e à necessidade de cirurgia. A defesa de Manoel alega que, antes do procedimento cirúrgico, o Fluminense teria solicitado a assinatura de um termo isentando o clube de responsabilidade pela lesão. Após a operação, o jogador afirma ter sido informado de que o tratamento de recuperação seria “por sua conta e risco”.
O período de recuperação estimado era de cinco meses. Contudo, Manoel sustenta que, apenas dois meses após a cirurgia, o clube registrou a baixa em sua carteira de trabalho, conforme o encerramento do vínculo contratual. Mesmo sem contrato, o atleta continuou utilizando as instalações do Fluminense para reabilitação até o final de março, quando recebeu alta médica.
Os advogados do zagueiro argumentam que ele foi desligado sem cumprir o período mínimo de 12 meses de estabilidade provisória, garantido pela legislação trabalhista em casos de acidente de trabalho. Quase metade do valor total cobrado na ação está relacionada a este pedido de indenização pela estabilidade não concedida.
A discriminação dos valores cobrados inclui R$ 3,1 milhões referentes ao seguro obrigatório desportivo, que a defesa afirma não ter sido contratado pelo Fluminense. Há também um pedido de R$ 5 milhões como indenização substitutiva pela alegada quebra da estabilidade provisória. Outras quantias englobam R$ 550 mil em bichos e premiações (incluindo bônus pela Libertadores), R$ 640 mil de FGTS não depositado, cerca de R$ 600 mil em férias, uma multa de R$ 261 mil, indenização de R$ 100 mil por danos morais e R$ 1,5 milhão em honorários advocatícios.
Procurado pela reportagem, o Fluminense optou por não se manifestar sobre o caso.
Fonte: Lance





























