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CRÔNICAS DA CORTE

"Queridos e disputados súditos da nossa Província Ocidental!

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Avizinha-se a disputa pelo trono máximo desta parte do Reino Tupiniquim, e o que vemos é um baile de máscaras onde ninguém parece disposto a mostrar o rosto — ou seus plano de ação.

Os aspirantes ao posto de Governador Provincial parecem acreditar que promessas de última hora, gritadas a plenos pulmões no final da temporada, compensarão a absoluta falta de substância. Os progressistas, arquitetos da alienação e da miséria que nos assolou por décadas, parecem finalmente destinados ao ostracismo. Mas o que resta no salão?

De um lado, um tribuno conhecido mais pela sua ira inflamável e modos grotescos do que por qualquer dote de estadista. De outro, um cavaleiro de mil batalhas e poucas glórias, cuja palavra é tão volátil quanto a névoa da manhã, colhendo o amargor da rejeição em sua própria vila.

E, claro, não esqueçamos a protegida do atual ocupante do posto, que tenta saltar da quietude de seus aposentos para o comando da Província, sem nunca ter gerido nada além da própria baixela.

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O tabuleiro está comprimido e o jogo, enfadonho. A menos que um cavaleiro inesperado surja para desatar esses nós, estaremos condenados a escolher entre o mau gosto e a imperícia. A sorte está lançada, mas as jogadas são de uma pobreza franciscana.

Com o veneno (e a esperança) de sempre,

Lord Wake.”

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