Avizinha-se a disputa pelo trono máximo desta parte do Reino Tupiniquim, e o que vemos é um baile de máscaras onde ninguém parece disposto a mostrar o rosto — ou seus plano de ação.
Os aspirantes ao posto de Governador Provincial parecem acreditar que promessas de última hora, gritadas a plenos pulmões no final da temporada, compensarão a absoluta falta de substância. Os progressistas, arquitetos da alienação e da miséria que nos assolou por décadas, parecem finalmente destinados ao ostracismo. Mas o que resta no salão?
De um lado, um tribuno conhecido mais pela sua ira inflamável e modos grotescos do que por qualquer dote de estadista. De outro, um cavaleiro de mil batalhas e poucas glórias, cuja palavra é tão volátil quanto a névoa da manhã, colhendo o amargor da rejeição em sua própria vila.
E, claro, não esqueçamos a protegida do atual ocupante do posto, que tenta saltar da quietude de seus aposentos para o comando da Província, sem nunca ter gerido nada além da própria baixela.
O tabuleiro está comprimido e o jogo, enfadonho. A menos que um cavaleiro inesperado surja para desatar esses nós, estaremos condenados a escolher entre o mau gosto e a imperícia. A sorte está lançada, mas as jogadas são de uma pobreza franciscana.
Com o veneno (e a esperança) de sempre,
Lord Wake.”






























