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🔎 CPMI DA CRIMINALIDADE

Quatro milhões vivem sob jugo do crime, só no Rio

Pesquisa revela avanço das facções no Rio enquanto governo Lula tenta centralizar o poder e restringir operações policiais
De acordo com o Datafolha, quase metade da população (46%) teme mais os traficantes, índice que supera o medo das milícias (18%) e da polícia (6%). Foto: Jose Lucena/TheNews2/Estadão Conteúdo.

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🧮 Pesquisa Datafolha revela controle generalizado do crime

Um levantamento recente do Datafolha aponta que cerca de 4 milhões de pessoas vivem sob o controle de organizações criminosas e milícias na região metropolitana do Rio de Janeiro, algo que corresponde a 25% da população total do estado, estimada em 16 milhões.

Quando se considera apenas os 22 municípios da Região Metropolitana, o índice aumenta: cerca de 40% dos moradores estariam em áreas sob domínio de grupos criminosos.

Outro dado que impressiona: 46% dos entrevistados dizem temer mais os traficantes do que as milícias (18%) ou a polícia (6%) — o que evidencia a força de intimidação e controle social que o crime organizado exerce sobre a população.

Além disso, a pesquisa sugere que esse problema em expansão não é isolado do Rio: segundo o próprio Datafolha, 19% dos brasileiros afirmam conviver com facções ou milícias, o que representa cerca de 28,5 milhões de pessoas em todo o país.

📊 Transformações recentes no crime fluminense

O panorama de segurança pública no Rio mostra uma reconfiguração recente dos grupos criminosos:

  • Conforme relatório da Polícia Militar, o Comando Vermelho (CV) atua de forma estruturada em 70 dos 92 municípios fluminenses — ou seja, controla cerca de 76% dos municípios do estado.
  • Ao mesmo tempo, facções como o Terceiro Comando Puro (TCP) vêm ganhando força, adotando modus operandi mais discreto e faturando territórios antes dominados por milícias ou pelo CV.
  • A migração de poder entre milícias e facções demonstra não apenas a adaptabilidade dos criminosos, mas também a fragilidade do Estado no controle territorial, especialmente em comunidades marcadas por vulnerabilidade social.

🚨 Operações policiais recentes e reação popular

A resposta mais visível ao avanço do crime foi uma grande megaoperação policial realizada em 2025 contra o CV — considerada a mais letal da história do Rio. Apesar do alto custo em vidas, a população demonstra apoio massivo: segundo uma pesquisa da AtlasIntel, 55,2% dos brasileiros aprovam a operação, número que sobe para 62,2% entre os moradores da capital fluminense.

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Esse apoio popular revela que, para muitos cariocas, as favelas e regiões dominadas pelo crime vivem sob permanente terror e insegurança, de modo que qualquer ação de Estado — mesmo drástica — é vista como alternativa para resgatar a ordem e a paz.

Contudo, embora operações como “Contenção”, “Torniquete” e “Barricada Zero” tenham resultado em prisões e apreensão de armas, elas não foram suficientes para desmontar as estruturas criminosas nem recuperar de forma permanente os territórios. Segundo pesquisadores, a retomada exige um plano estruturado, com integração federal, estadual e municipal e, principalmente, vontade política verdadeira.

🏛️ A contradição do regime lulista: nacionalização do poder e afrouxamento do combate ao crime

Aqui entra uma das maiores contradições do governo comandado por Lula. Por um lado, o regime tenta justificar uma suposta “centralização da segurança” via controle federal — com a política de nacionalização das forças de segurança, proposta de maior interferência da União e enfraquecimento da autonomia dos estados.

Por outro lado, o histórico recente mostra o contrário:

  • Expansão acelerada das facções criminosas em um contexto de fragilidade institucional;
  • Incapacidade estruturada do Estado de garantir segurança mínima às populações vulneráveis;
  • Operações que, mesmo com apoio popular, são pontuais, não resolutivas e muitas vezes temporárias;
  • Dependência de repressão violenta, em vez de prevenção, inteligência e justiça eficaz.

Ou seja: o regime usa a criminalidade como justificativa para centralizar poder — mas falha em garantir o básico: segurança e presença do Estado — o que favorece justamente os criminosos.

Ao mesmo tempo, a tentativa de nacionalização da segurança corre o risco de tornar o combate ao crime ainda mais distante da realidade local, desprezando as diferenças regionais e desacelerando a ação onde há urgência.

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⚠️ O perigo para o país: blindagem das facções e repetição do desastre

Se a política de segurança continuar seguindo o modelo do governo federal — com dependência exagerada de decretos, interferência política e centralização — o Brasil corre o risco de consolidar de vez um poder paralelo nas mãos de facções e milícias.

As operações repressivas, embora inevitáveis, só têm efeito superficial e temporário se não houver:

  • fortalecimento do Estado de Direito;
  • estrutura eficiente de inteligência e prevenção;
  • justiça célere e rigorosa;
  • políticas sociais que enfrentem o ambiente de vulnerabilidade onde o crime cultiva domínio.

Sem isso, cada megaoperação será apenas um episódio no ciclo interminável de violência — e os 28,5 milhões de brasileiros que hoje vivem em áreas sob influência do crime organizado — segundo Datafolha — continuarão reféns de um sistema que privilegia a política sobre a segurança real.

🔎 O retrato da decadência estatal e a urgência de ação verdadeira

A pesquisa do Datafolha e os dados sobre o avanço das facções no Rio expõem com clareza: o Estado falhou. A disciplina democrática, a coerência institucional e a prioridade à ordem pública foram abandonadas em nome de uma narrativa de poder centralizado.

O Portal Acre Conservador repudia essa inversão de valores. A segurança do cidadão é prioridade — não pode ser moeda de troca para interesses políticos ou instrumento de controle ideológico. Por isso, continuaremos a acompanhar com atenção cada operação, cada proposta de lei, cada manobra federal — cobrando resultados reais, proteção às vítimas, respeito à vida e retorno do Estado legítimo, que serve ao povo e não ao crime.

Reportagem | Portal Acre Conservador
* Com informações de Jovem Pan / Folha de Curitiba / Portal do Holanda / Politiza Brasil / Poder360 / Investing.com Brasil / Agência Brasil / Veja / Plataforma Media.

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