✈️ Janja viaja mais que Lula e gera polêmica internacional
Desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reassumiu a Presidência em janeiro de 2023, a primeira-dama Janja Lula da Silva vem acumulando uma agenda internacional que ultrapassa até a do próprio chefe do Executivo. Em pouco mais de dois anos e meio, foram 145 dias fora do Brasil, contra menos do que isso registrado por Lula no mesmo período.

🌍 Turista oficial do governo
Ao todo, Janja já contabiliza 33 viagens para 35 países, algumas delas sozinha, supostamente representando o Brasil em agendas sociais, culturais e diplomáticas. Em 2025, foram 42 dias no exterior, incluindo duas viagens independentes da comitiva presidencial.
Em algumas ocasiões, chegou antes de Lula para preparar compromissos paralelos à Assembleia Geral da ONU, como ocorreu recentemente em Nova York.
💰 Custos e questionamentos
A primeira-dama não tem passado despercebido. Há um excesso de gastos públicos em viagens que nem sempre têm caráter institucional. Um episódio emblemático ocorreu em fevereiro, na Itália, quando parlamentares oposicionistas apresentaram representação contra os custos da viagem.
Para tentar conter as críticas, a Advocacia-Geral da União (AGU) publicou uma norma regulamentando a participação de primeiras-damas em compromissos oficiais. Porém isso não pacificou o debate e abriu margem para mais controvérsias. O próprio PT tem vergonha de Janja.
⚖️ A questão institucional
Tradicionalmente, primeiras-damas cumprem papéis de apoio social e cultural, sem assumir funções diplomáticas formais. No entanto, a agenda internacional de Janja ultrapassa esse limite, criando uma figura quase paralela à diplomacia oficial brasileira.
Para opositores, isso representa um desvio institucional e até mesmo uma forma de “ativismo de Estado”, sem respaldo eleitoral ou transparência orçamentária.
📌 Entre o marketing e a realidade
- Risco institucional: Para críticos, o pseudo e forçado protagonismo de Janja é uma tentativa de personalização do poder, que confunde o papel do Estado com interesses particulares.
- Custo para o contribuinte: Num país em crise fiscal e com alta carga tributária, cada dia de viagem da primeira-dama representa gastos que precisam ser claramente justificados.
🔎 A fanfarrice internacional de Janja mostra que o Regime Lulopetista aposta em sua figura como peça estratégica de soft power. Contudo, a ausência de limites claros e a falta de transparência em gastos públicos alimentam a percepção de abuso de privilégios.
No fim, a polêmica revela uma contradição: enquanto Lula e o PT pregam austeridade e solidariedade internacional, a primeira-dama multiplica viagens oficiais custeadas pelo contribuinte brasileiro — muitas vezes em agendas que ultrapassam a função simbólica que lhe caberia.
Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Agência de Danúzio News / Poder 360 / Revista Oeste































