O Acre se prepara para sediar, no dia 17 de outubro, em Rio Branco, a 3ª edição do Concurso de Qualidade do Café Robusta Amazônico (Qualicafé), que já conta com 48 produtores inscritos — o maior número da história do evento. A iniciativa, organizada pelo governo estadual por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri), visa premiar os melhores cafés robusta especiais do estado, fortalecer a cafeicultura e impulsionar a economia local.

☕ O café como vetor econômico
A cafeicultura acreana vem ganhando cada vez mais protagonismo no cenário amazônico. Embora tradicionalmente associada a estados como Rondônia e Espírito Santo, a produção de café robusta no Acre tem mostrado crescimento constante, amparada em tecnologia, incentivo à produção familiar e abertura de novos mercados.
Em 2023, o Brasil registrou mais de 54 milhões de sacas de café produzidas, consolidando-se como o maior produtor mundial. O Acre, ainda em fase de expansão, aproveita essa cadeia para se inserir de forma estratégica e oferecer um produto amazônico diferenciado, que une qualidade sensorial à sustentabilidade regional.
🏆 Um concurso de reconhecimento
O Qualicafé envolve uma criteriosa avaliação: as amostras passam por triagem, codificação e, posteriormente, por provas sensoriais conduzidas por especialistas de Rondônia e Pará. Os 10 cafés mais bem avaliados irão para a final, com premiações aos nove primeiros colocados.
Mais do que um troféu, a premiação é um selo de reconhecimento para produtores que vêm investindo em técnicas modernas de cultivo, colheita seletiva e beneficiamento — fatores que elevam o padrão de qualidade e colocam o Acre em um novo patamar dentro do mercado nacional de cafés especiais.
🌍 Do Acre para o Brasil e o mundo

Os 15 produtores mais bem pontuados no concurso terão a oportunidade de representar o estado na Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG), o maior evento do setor no Brasil. Essa vitrine nacional abre portas para exportação e consolida o Acre como parte do circuito de excelência do café brasileiro.
Para o secretário de Agricultura, Luís Tchê, o Qualicafé valoriza não apenas o grão, mas a história e a identidade do povo acreano:
“É a chance de mostrar ao mundo o potencial do nosso café amazônico e dar ao produtor o reconhecimento que ele merece. O café conta a nossa história e projeta o Acre no mapa internacional do agronegócio”.
📊 Uma análise conservadora
A experiência do Qualicafé comprova como o fortalecimento do agronegócio, aliado ao livre mercado e ao esforço dos produtores, é o caminho para gerar riqueza e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Em vez de depender de subsídios estatais que pouco chegam à ponta, o setor cafeeiro mostra que o incentivo à produção, a valorização da propriedade privada e o acesso a mercados são instrumentos muito mais eficazes para transformar a realidade socioeconômica da região.
👉 O Acre mostra que é possível crescer, gerar empregos e atrair reconhecimento internacional por meio do agronegócio e da dedicação dos seus produtores. O café robusta amazônico é mais um exemplo de como o estado pode se tornar referência de prosperidade na Amazônia.
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Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações da Agência de Notícias do Acre



























