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JUSTIÇA PARALELA DO XANDÃO

Senado convoca ex-assessor para explicar “Vaza Toga II”

Eduardo Tagliaferro vai depor sobre vazamentos e suposta “justiça paralela” do gabinete de Alexandre de Moraes

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A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado marcou para terça-feira (2), às 11h, audiência com Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE. O requerimento (REQ 18/2025) foi aprovado em 26 de agosto por solicitação do senador Magno Malta (PL-ES).

Tagliaferro será ouvido por videoconferência para explicar o vazamento de informações sigilosas do TSE durante a gestão de Alexandre de Moraes (2022–2024). Ele deixou o país e mora na Itália, após sua saída do cargo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia por violação de sigilo funcional e obstrução da Justiça, e o Itamaraty já solicitou a sua extradição.

Também serão convidados dois juízes do gabinete de Moraes no STF: Marco Antônio Martins Vargas (auxiliar) e Airton Vieira (instrutor). A audiência busca esclarecimentos sobre denúncias apresentadas no relatório “Arquivos do 8 de Janeiro”, do jornalista Michael Shellenberger, que expõe graves indícios de um sistema paralelo de justiça operado informalmente pelo gabinete de Moraes.

Contexto: O que aconteceu

  • Vaza Toga – Vazamentos de conversas entre assessores de Alexandre de Moraes revelaram atuação paralela do TSE e STF em ações judiciais sobre os atos de 8 de janeiro de 2023
  • Vaza Toga II – Novas revelações detalham estrutura informal de inteligência, com juízes e assessores atuando via WhatsApp e usando perfis em redes sociais para gerar provas e “certidões” que embasaram prisões.
  • O papel de Tagliaferro – Ele vazou informações internas para a imprensa, justificando os atos como denúncia de abusos e excesso de poder. Foi exonerado e denunciado pela PGR
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Alerta conservador: Estado de Direito em risco

A revelação das operações paralelas — sem respaldo constitucional — desmoraliza o sistema de justiça e enfraquece os princípios da separação dos poderes, transparência e devido processo legal. O uso de redes sociais, dados biométricos e celulares pessoais para justificar prisões carrega consigo o risco real de controle ideológico e perseguição política. Para os conservadores, esse tipo de atuação configura uma ruptura perigosa com a legalidade.

Participação popular

A audiência será interativa: a população poderá enviar perguntas e comentários pelo 0800 061 2211 ou pelo Portal e-Cidadania, que poderão ser lidos e respondidos ao vivo. Participantes recebem declaração útil para atividades complementares acadêmicas.

Continue acompanhando o Portal Acre Conservador para análises aprofundadas e críticas sobre os desdobramentos dessa audiência, que poderá definir os limites da liberdade judicial no país.

Reportagem | Portal Acre Conservador
Com informações da Agência Senado / Revista Oeste / Gazeta do Povo

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