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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Dos casos registrados quase 80% é domestica

Novo relatório da Polícia Civil do Acre mostra panorama real
Relatórios incluem gráficos e ilustrações que facilitam a compreensão dos dados estatísticos. Imagem: Reprodução Internet

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Transparência e responsabilidade: Polícia Civil do Acre divulga relatório inédito sobre violência doméstica

Com foco na transparência institucional e no dever de proteger os direitos fundamentais, a Polícia Civil do Acre (PCAC) iniciou, nesta semana, a publicação de um recorte estatístico inédito voltado exclusivamente à violência doméstica e familiar contra a mulher. Os dados, disponíveis no site da instituição, abrangem o período de janeiro a junho de 2025 e visam subsidiar políticas públicas eficientes, baseadas em informações confiáveis.

Segundo o levantamento feito pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIPC), por meio da Coordenação de Estatística e Análises de Dados, as informações são baseadas em boletins de ocorrência (BOs) registrados no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP-PPe). Entre os crimes registrados estão feminicídios, tentativas de feminicídio, lesões corporais, ameaças, estupros, descumprimento de medidas protetivas, perseguições (stalking) e violência psicológica.

A medida é vista como um passo importante para o enfrentamento da violência de gênero no estado, mas também escancara a dimensão de um problema que persiste há anos. De acordo com dados consolidados entre 2020 e 2023, aproximadamente 78% dos casos de violência registrados contra mulheres no Acre estavam relacionados ao ambiente doméstico e familiar. Somente em 2023, o estado computou mais de 6 mil ocorrências de violência contra a mulher, das quais mais de 4,7 mil foram de natureza doméstica.

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Ao longo da última década, o Acre tem se mantido entre os estados com as maiores taxas proporcionais de feminicídio do país, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2022, por exemplo, o Acre registrou a maior taxa de feminicídio do Brasil: 3,3 assassinatos por 100 mil mulheres — quase três vezes a média nacional daquele ano.

A disponibilização pública dos dados busca romper com a invisibilidade estatística e fortalecer a atuação dos órgãos de justiça e assistência social, além de permitir à sociedade civil um olhar crítico e informado sobre o problema. “Esse trabalho é parte do nosso compromisso com a sociedade e com a verdade dos fatos”, destacou o delegado-geral da Polícia Civil, Henrique Maciel.

Importante ressaltar que o acesso aos relatórios é simples: no portal da PCAC, o cidadão deve seguir o caminho: menu “Estatísticas” → “Relatórios Indicadores” → “Violência Doméstica/Mulher”. Os dados são atualizados conforme a finalização dos boletins, o que garante precisão e confiabilidade.

Do ponto de vista da análise conservadora, a transparência e o acesso à informação são instrumentos essenciais para a sociedade livre decidir como agir frente à realidade. O combate à violência deve respeitar a Constituição e os princípios da ordem, da proteção à vida e da família, sem ser manipulado por interesses ideológicos. A ação da Polícia Civil, neste sentido, demonstra que é possível promover segurança pública com base em dados e não em narrativas.

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Com informações da Agência de Notícias do Acre

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