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CONTAS PÚBLICAS

Alerta: déficit expõe risco de colapso fiscal em 2027

Receita sobe, mas gastos seguem altos e governo evita cortar despesas
Foto: Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo

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Apesar da redução do déficit primário em maio, o cenário fiscal do Brasil segue preocupante e revela os sinais de um possível colapso financeiro a partir de 2027, segundo projeções de especialistas. As contas públicas registraram um rombo de R$ 33,7 bilhões no mês — número menor que os R$ 63,8 bilhões do mesmo período de 2024, mas ainda alarmante em um contexto de dívida crescente e ausência de reformas estruturais.

O resultado foi impulsionado por um crescimento de 4,7% nas receitas líquidas federais e pela queda de 7,6% nas despesas do mês. Entretanto, essa melhora pontual não resolve o problema central: o governo continua gastando muito e cortando pouco, apostando no aumento de impostos para tentar equilibrar as contas — uma escolha que sufoca a economia produtiva, penaliza o setor privado e ameaça a geração de empregos.

Enquanto isso, os gastos com juros da dívida dispararam: foram R$ 92,1 bilhões apenas em maio, superando os R$ 74,3 bilhões do ano anterior. A dívida bruta do governo geral já alcança R$ 9,2 trilhões, representando 76,1% do PIB — um nível elevado que compromete a capacidade de investimento do Estado e aumenta a insegurança para quem empreende ou investe no país.

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Outro fator de risco é a decisão do governo de estender ainda mais o crédito à população, apesar da taxa básica de juros continuar em níveis elevados. Ao invés de promover liberdade econômica e reduzir a dependência do Estado, essa política estimula o endividamento das famílias e transfere a conta da má gestão para os mais vulneráveis.

No acumulado de 2025, o setor público registra superávit de R$ 69,1 bilhões, mas isso não apaga o fato de que o Brasil continua sem um plano sólido de austeridade fiscal, limitando-se a remendos contábeis, novas taxações e crescimento da máquina estatal.

Enquanto governadores e prefeitos tentam manter seus orçamentos sob controle — com superávits em vários estados —, o Governo Central insiste em adiar o enfrentamento da raiz do problema: o tamanho e o custo da própria estrutura federal.

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Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo

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