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Projeto reacende debate sobre espiritualidade nas escolas do Acre

Deputada Michelle Melo defende liberdade religiosa e resgate de valores nas instituições públicas de ensino
Foto: Sérgio Vale

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Em tempos em que a sociedade parece cada vez mais desconectada de valores morais sólidos, um projeto aprovado na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) propõe recolocar a espiritualidade como pilar da formação humana nas escolas públicas do Estado. A iniciativa é da deputada Michelle Melo (PDT), que na sessão desta terça-feira (24) defendeu o direito de estudantes e professores expressarem livremente sua fé e religiosidade nas unidades de ensino.

A proposta, que já passou pelo crivo do parlamento estadual, quebra a imposição silenciosa da laicidade interpretada como proibição da fé no espaço público e permite que ritos religiosos voluntários possam acontecer nas escolas, sem depender do aval arbitrário do gestor escolar.

“Hoje, o ambiente escolar se tornou hostil à fé. Dependemos da vontade do gestor para qualquer manifestação espiritual. Esta lei busca garantir que a liberdade religiosa seja respeitada, trazendo luz para um espaço que está cada vez mais frio e desumanizado”, afirmou a parlamentar.

Resgate da espiritualidade como resposta à crise de valores

Do ponto de vista conservador, o projeto representa uma reação à erosão moral que se instalou nas instituições educacionais. A ausência da disciplina de ensino religioso e a crescente hostilidade à presença de símbolos cristãos nas escolas refletem um esforço ideológico de desconstrução dos valores tradicionais que sustentaram gerações.

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“Estamos vendo jovens perdidos, anestesiados pelo materialismo e afastados de suas raízes. A escola pública precisa voltar a ser um espaço onde fé, moral e bons costumes possam conviver com o aprendizado acadêmico”, declarou Michelle Melo.

A parlamentar destaca que espiritualidade não é doutrinação, mas um caminho para formar cidadãos mais empáticos, íntegros e conscientes de sua identidade. “Não se trata de impor religião, mas de permitir que ela esteja presente, voluntariamente, no cotidiano escolar”, explicou.

Liberdade religiosa é direito, não privilégio

A proposta está em perfeita consonância com a Constituição Federal, que assegura a liberdade de crença e o livre exercício da fé. No entanto, a prática muitas vezes é barrada sob interpretações distorcidas do conceito de Estado laico. Laicidade não é silenciamento religioso, mas neutralidade do Estado para garantir que todas as expressões de fé tenham espaço, inclusive a fé cristã, majoritária no Acre e no Brasil.

A deputada também alertou para a necessidade urgente de recuperar o protagonismo da família, da moral cristã e dos valores éticos na formação da juventude. “Nossa proposta não é ideológica, mas humana. Queremos que nossas escolas preparem nossos filhos para o mundo com equilíbrio entre conhecimento técnico e formação de caráter”, destacou.

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Participação popular e apoio das igrejas

Michelle Melo convidou a população, lideranças religiosas e educadores para construírem juntos esse novo modelo de educação com base nos princípios conservadores que resgatam o que há de mais essencial: fé, respeito, obediência e amor ao próximo.

“A nossa juventude precisa de sentido, e esse sentido vem da espiritualidade. Convido pastores, padres, líderes religiosos e famílias a se unirem nesse debate. Não podemos mais permitir que nossas escolas sejam fortalezas da ideologia e do ateísmo institucionalizado”, concluiu.

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Texto: Agência Aleac

 

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