O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, foi dispensado de depor na ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe de Estado que teria ocorrido após as eleições de 2022. A decisão foi tomada pela defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que havia arrolado Costa Neto como testemunha, alegando que os depoimentos de outros ex-ministros já haviam abordado os pontos de interesse. Na manhã desta sexta-feira, 30, prestaram depoimento os ex-ministros Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, e Ciro Nogueira (PL-PI). Ambos negaram que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha tido qualquer intenção de ruptura do Estado democrático de direito após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Costa Neto havia sido indiciado pela Polícia Federal por suposta participação na tentativa de golpe, mas não foi incluído na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF. Segundo a PGR, não havia provas suficientes para formalizar a acusação contra o dirigente do PL. No entanto, a ausência de denúncia não impede a continuidade das investigações, caso surjam novas evidências.
Em fevereiro de 2024, Costa Neto e Anderson Torres decidiram romper o “pacto de silêncio” adotado por outros aliados do ex-presidente e prestaram depoimento à Polícia Federal. Ambos afirmaram desconhecer qualquer plano golpista e se colocaram à disposição para colaborar com as investigações.
Fonte: Jovem Pan




























