O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou categoricamente que o país pretende assumir o controle de “todo o território da Faixa de Gaza”. A declaração foi feita em um vídeo divulgado em sua conta oficial no Telegram nesta segunda-feira (19 de maio), em um momento de intensificação das operações militares israelenses no enclave palestino, que se arrastam desde a semana anterior.
“Os combates são intensos e estamos progredindo. Assumiremos o controle de todo o território da Faixa de Gaza. Não vamos desistir. Para ter sucesso, precisamos agir de forma que não possamos ser detidos”, declarou Netanyahu, reiterando a determinação de Israel em prosseguir com sua ofensiva.
A fala do primeiro-ministro ocorre em um contexto de nova fase da operação militar, desencadeada em outubro de 2023 após ataques de combatentes do Hamas no sul de Israel. Desde então, Israel tem realizado incursões aéreas e terrestres contra alvos ligados ao grupo militante no território palestino.
Segundo relatos de autoridades locais, os bombardeios israelenses desta segunda-feira resultaram na morte de 22 palestinos. Paralelamente, o governo israelense anunciou uma retomada parcial da entrada de ajuda humanitária em Gaza, que estava sob um bloqueio rigoroso há mais de dois meses.
A decisão de permitir a entrada limitada de assistência ocorre em meio a uma crescente pressão da comunidade internacional, alarmada com o risco iminente de fome generalizada entre a população civil de Gaza. “Não devemos deixar a população afundar na fome, nem por razões práticas nem por razões diplomáticas”, reconheceu Netanyahu.
O primeiro-ministro revelou que países aliados de Israel manifestaram preocupação e indicaram a possibilidade de retirar seu apoio ao esforço militar caso imagens de desnutrição em massa na Faixa de Gaza continuem a circular globalmente, expondo a grave crise humanitária.
O governo israelense mantém sua posição oficial de que a campanha militar tem como objetivo desmantelar a infraestrutura do Hamas, ao mesmo tempo em que afirma manter negociações indiretas com o grupo por meio de mediadores internacionais, visando um possível cessar-fogo que possa aliviar a tensão e a violência na região.
Fonte: Portal Brasil Paralelo



























