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Orientação

Um guia de orientação e esclarecimentos  para você tirar suas dúvidas sobre a infecção

Diante da confirmação do primeiro caso em aves comerciais no Brasil, saiba o que é a doença, como se transmite, os riscos para humanos e as medidas de prevenção.
(Imagem: Gilson Abreu/AEN - Agência Estadual de Notícias do Paraná

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A recente confirmação do primeiro caso de vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em um plantel de aves comerciais no Rio Grande do Sul acende um alerta sobre essa doença que afeta principalmente aves, mas que também pode, em raras ocasiões, atingir mamíferos e humanos. Para auxiliar no entendimento da situação e nas medidas preventivas, reunimos as principais dúvidas e respostas sobre a gripe aviária, com base na avaliação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O que é a influenza aviária?

A influenza aviária, popularmente conhecida como gripe aviária, é uma doença causada por vírus influenza originários de aves, como o A(H5N1). Embora o foco principal seja nas aves, o vírus já foi detectado em outros animais, incluindo bovinos. A infecção em humanos é rara, mas requer atenção e a adoção de medidas preventivas.

Como ocorre a transmissão?

A principal forma de introdução do vírus em uma região é através de aves selvagens migratórias. Para os humanos, o maior risco de contágio reside no contato direto ou indireto com aves infectadas (vivas ou mortas) ou com ambientes e superfícies contaminadas por secreções ou fezes desses animais. Atividades como depenar, manusear carcaças de aves doentes e preparar aves para consumo, especialmente em ambientes domésticos, também representam riscos.

Quais são os sintomas em humanos?

Os sintomas da gripe aviária em humanos podem variar amplamente, desde quadros leves ou assintomáticos até manifestações graves. Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse, resfriado, conjuntivite, problemas gastrointestinais e dificuldades respiratórias.

Existe tratamento para a gripe aviária?

Sim. Medicamentos antivirais são recomendados, especialmente para pessoas com quadros mais graves ou com maior risco de desenvolver complicações devido a condições de saúde preexistentes, como idosos e portadores de doenças crônicas. Ao apresentar sintomas sugestivos de gripe aviária, é fundamental procurar um profissional de saúde para receber a orientação e o tratamento adequados.

A gripe aviária pode ser fatal para humanos?

Como os humanos não possuem imunidade natural contra o vírus da gripe aviária, a infecção pode evoluir para quadros graves. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, desde 2003, foram registrados cerca de 900 casos humanos de infecção pelo vírus A(H5N1), com uma taxa de mortalidade superior a 50%. No entanto, a OMS ressalta que a análise é complexa devido à constante evolução do vírus.

Há vacina contra a gripe aviária para humanos?

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A OMS mantém atualizadas listas de potenciais vacinas como medida de preparação para possíveis pandemias, o que agiliza a produção em caso de necessidade. Para o vírus H5N1 encontrado em vacas leiteiras, a entidade já possui vacinas potenciais prontas através do seu Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza. Em relação a vacinas para humanos, a OMS tem acordos com diversos fabricantes para garantir acesso a uma parcela da produção em tempo real em caso de pandemia, com distribuição baseada no risco e na necessidade de saúde pública.

A vacina da gripe comum protege contra a gripe aviária?

Não. As vacinas contra a influenza sazonal (gripe comum) não oferecem proteção contra a infecção humana pelos vírus da gripe aviária, incluindo o H5N1.

Quem corre mais risco de contrair a gripe aviária?

De acordo com a Opas, o risco de infecção humana esporádica existe sempre que houver exposição a animais infectados (aves domésticas, selvagens ou mamíferos) ou a ambientes contaminados pelos vírus da gripe aviária. Casos humanos de gripe aviária associados ao vírus A(H5N1) são considerados isolados. A maioria dos casos relatados nas Américas esteve ligada ao contato com a criação de gado ou aves. A transmissão entre humanos não foi identificada nesses cenários.

(Imagem: Pordee_Aomboon/Shutterstock)

É seguro consumir carne de frango e ovos de áreas com surto em animais?

Sim, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente. O consumo de carne e ovos crus ou mal cozidos de áreas com surtos de gripe aviária representa um alto risco e deve ser evitado. Animais doentes ou que morreram de forma inesperada também não devem ser consumidos.

Como preparar carne e ovos de forma segura?

A OMS recomenda seguir cinco passos essenciais: manter a higiene, separar alimentos crus dos cozidos, garantir o cozimento completo dos alimentos, manter os alimentos em temperaturas seguras e utilizar água e matérias-primas seguras.

E o leite de vacas infectadas, é seguro beber?

Altas concentrações do vírus A(H5N1) foram encontradas no leite cru de rebanhos infectados. O consumo e manuseio do leite durante a transmissão da doença estão sob investigação da OMS. Produtos lácteos feitos com leite pasteurizado, seguindo rigorosos padrões de higiene, são considerados seguros para consumo. A OMS e a FAO recomendam fortemente o consumo de leite pasteurizado, um método eficaz contra o vírus e outros patógenos. Trabalhadores da indústria leiteira que lidam com leite de rebanhos infectados devem adotar medidas preventivas.

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Queijos e outros laticínios são seguros?

Laticínios produzidos com leite pasteurizado e seguindo padrões rigorosos de higiene são considerados seguros. No caso de queijos de leite cru, a sobrevivência do vírus durante a produção ainda está sendo investigada, e a produção em áreas com surtos não é recomendada como precaução.

A carne bovina foi afetada? É seguro consumir carne de animais afetados?

Não há relatos de detecção do vírus em rebanhos de gado de corte. A OMS recomenda o cozimento completo da carne para minimizar a exposição a qualquer patógeno.

O que tem sido recomendado para prevenir e controlar surtos em animais?

É fundamental que os países possuam planos de contingência atualizados para surtos. Organizações como a FAO e a WOAH oferecem recomendações específicas para esses planos. As equipes de vigilância e resposta devem ser treinadas e receber os recursos necessários para implementar esses planos em emergências. Produtores de aves devem reforçar a biossegurança em suas instalações, evitando o contato entre aves domésticas e selvagens. A detecção precoce da doença pelos produtores é crucial para uma resposta rápida e para limitar a propagação do vírus. Criadores de aves para consumo próprio também devem estar informados sobre como identificar aves infectadas e as medidas de proteção.

Gatos podem ser afetados pela gripe aviária? Há risco para humanos que criam gatos?

Gatos são suscetíveis ao H5N1, incluindo animais de estimação e felinos selvagens. O contágio pode ocorrer por exposição a aves doentes ou mortas, consumo de aves cruas infectadas ou ingestão de leite cru. Gatos infectados podem desenvolver quadros graves. Embora estudos sugiram que humanos podem transmitir o vírus da gripe sazonal para gatos, o risco de transmissão da gripe aviária de gatos para humanos é considerado baixo. A OMS recomenda evitar contato com animais doentes ou mortos e manter a higiene ao manusear animais de estimação.

Por que a vigilância animal e a detecção precoce são importantes?

A vigilância contínua em animais, incluindo aves e mamíferos, fornece informações cruciais sobre os subtipos de influenza em circulação. Esse processo permite identificar vírus com maior potencial zoonótico, ou seja, com alterações genéticas que poderiam facilitar a transmissão entre humanos, o que é vital para a saúde pública. A detecção precoce possibilita a implementação de ações de resposta rápida para mitigar o risco de disseminação do vírus para a população humana.

Fonte: Agência Brasil

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